
O enfrentamento da pobreza é um dos maiores desafios do nosso tempo. Os indicadores sociais apontam para um cenário alarmante no Brasil. Segundo dados do IBGE, referentes ao último trimestre de 2019, 11,6 milhões de brasileiros estão desempregados. Destes, 4,7 milhões desistiram de procurar emprego e 6,8 milhões estão subocupados. Complementando esse cenário, a taxa de desemprego atinge diretamente 25,7% dos jovens. Isso representa aproximadamente 4 milhões de desempregados com idades entre 18 e 24 anos. Se contabilizarmos a faixa etária entre 14 e 17 esse número sobe para 5 milhões.
Por um lado, os dados acima confirmam uma leve redução do desemprego na série histórica, por outro, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS)1 do IBGE, divulgada no último trimestre de 2019, revela o recorde de 13,5 milhões de miseráveis no Brasil. Isso representa o equivalente a 6,5% da população brasileira – número superior à população de países como Bolívia, Cuba, Grécia, Bélgica ou Portugal.
As estatísticas combinadas apontam para uma dificuldade enfrentada pelos mais pobres no acesso a oportunidades de emprego e renda. Em 2019, o quadro de extrema pobreza se acentuou – demonstrando um crescimento de 2% nos últimos cinco anos.
Os dados educacionais ajudam a tecer o cenário da miséria no Brasil. Sete em cada dez alunos do 3° ano do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática.2 De fato, quando lançamos um olhar cuidadoso sobre os números do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), verificamos que o nível socioeconômico dos estudantes é determinante para os resultados. Dentre os alunos de maior renda, 83% conseguiram aprender todo o conteúdo esperado de português, enquanto apenas 22,7% dos de baixa renda obtiveram resultados semelhantes. Já em matemática, 71,7% dos alunos do ensino médio apresentam nível insuficiente. Destes, 22,5% estão no nível zero, o mais baixo em termos de proficiência.
Usualmente, nomeamos os resultados das influências de uma organização sobre uma comunidade, ou grupo, como impacto social. Há, sobretudo nesse contexto, uma urgência pela efetivação do impacto social positivo na resolução dos problemas globais – especialmente os relacionados à extrema pobreza e desemprego – e os reflexos dessas ações sobre toda a sociedade. Em outras palavras, as organizações precisam trabalhar de forma estruturada e eficiente, através de vias sustentáveis, utilizando modelos capazes de potencializar as habilidades cognitivas e produtivas das populações vulneráveis.
Em relação ao terceiro setor, representado pela sociedade civil organizada, as intervenções no plano social necessitam de metodologias nas quais o capital, tanto governamental quanto o produzido pelas organizações, seja aplicado com inteligência na resolução dos problemas e dores sociais, apresentando evidências quantitativas e qualitativas das mudanças nas vidas dos beneficiários.
Para nós, o impacto é alcançado quando conseguimos modificar a realidade das pessoas através de iniciativas socialmente relevantes e escaláveis.
Para isso, optamos por – junto ao nosso Comitê Consultivo, composto por: Aik Brandão, Edmar Bacha, Rubem César, Toia Lemann, Simon Schwartzman e Bernardo Sorj – trabalhar com foco nas áreas de Educação e Inclusão Produtiva. Acreditamos neste caminho para retirar jovens de situações de baixa renda e vulnerabilidade e levá-los a condições de protagonistas da própria história, capazes de aprender, refletir, progredir e prosperar intelectual e financeiramente.
O primeiro passo para alcançar impacto social efetivo está na forma como alocamos recursos na área social. Alinhados com a perspectiva de um Comitê Consultivo experiente, trazemos no DNA a busca constante pela excelência e aprimoramento de processos. Nos empenhamos em buscar e selecionar instituições sólidas, com projetos competitivos, baixo risco operacional e boas perspectivas de retorno social sobre o investimento.
Para nos auxiliar no processo de alocação, possuímos uma curadoria profissional, responsável pelo processo seletivo e acompanhamento minucioso das iniciativas apoiadas. Além disso, como forma de assegurar uma contribuição relevante, definimos um valor mínimo de doação para os projetos.
Durante o processo de seleção, avaliamos critérios institucionais dos proponentes, tais como: histórico da organização, governança, processo de tomada de decisão, transparência, modelos de gestão e controles. Além disso, é feito um diagnóstico sobre o projeto proposto, no qual são verificadas as respectivas variáveis: público-alvo, potencial de impacto, possibilidades de ganho de escala, sustentabilidade, ferramentas e processos de monitoramento e indicadores-chave de desempenho, entre outros.
O processo seletivo é composto por três etapas. Na primeira, é realizado um mapeamento no qual o VRB busca organizações, projetos e gestores considerados referências dentro da proposta estratégica elencada pelo Comitê. Em seguida, a equipe de projetos do VRB realiza uma entrevista inicial para avaliação prévia das organizações. As iniciativas e projetos alinhados com a estratégia macro recebem formulários para preenchimento. Após a devolução, toda a documentação é checada. A habilitação do projeto é efetivada caso todos os pré-requisitos sejam atendidos.
Na segunda etapa, as organizações habilitadas recebem a visita técnica de um ou mais representantes do time de projetos. Durante a due diligence, aspectos relevantes sobre a instituição e a operação são analisados com maior nível de granularidade. É checada a consistência entre a descrição do projeto nos formulários e a operação in loco. Um roteiro estruturado serve como base para a confecção de um parecer técnico contendo pontuações sobre os itens avaliados. As entrevistas com gestores e colaboradores são gravadas, transcritas e arquivadas para embasar os resultados.
Durante a etapa final, os pareceres técnicos são levados para apreciação do Conselho de Administração e do Comitê Social Consultivo, responsáveis pela decisão sobre qual projeto vai ser apoiado durante o próximo período. A escolha é realizada com dupla checagem de aprovação para garantir a lisura do processo.
Com o começo da parceria, iniciamos o processo de monitoramento. Acompanhamos constantemente a evolução das etapas dos projetos apoiados a partir dos cronogramas fornecidos pelas organizações. Há uma checagem bimestral sobre o orçamento apresentado e o executado com base em relatórios. Também é monitorado o progresso dos indicadores-chave de desempenho (KPI). Essas análises nos permitem detectar e alertar os parceiros sobre atrasos e desvios dos objetivos do projeto. Caso as organizações insistam em não corrigir as falhas indicadas, podemos suspender os repasses mensais.
Em paralelo com o monitoramento remoto, são efetivadas visitas trimestrais roteirizadas com a finalidade de avaliar: a localização e qualidade das instalações, o desempenho das equipes durante a operação, a experiência dos beneficiários e as atividades realizadas.
Ao final do período contratual, os resultados esperados, as considerações sobre o monitoramento e todas as informações relativas ao desempenho das organizações são reunidas em um único documento. A partir desse ponto, é emitido um novo parecer, baseado em toda a experiência anual. Esse documento é levado ao Conselho de Administração e ao Comitê Social Consultivo para decisão pela renovação ou finalização do apoio.
Na cidade de São Paulo, o VRB está apoiando o Instituto PROA e a Generation, ambas com foco em inclusão produtiva. No estado do Rio de Janeiro, está em curso a ampliação do trabalho de união entre esporte, educação e empreendedorismo através da Academia Pérolas Negrasem parceria com a Junior Achievement. Em Goiás e Pernambuco, o Instituto BEĩ está aplicando aulas de Educação Financeira para milhares de alunos das redes públicas estaduais.
1 https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101678.pdf]]>
2 INEP/MEC – SAEB 2017

A estratégia social do VRB tem como foco as áreas de Educação e Inclusão Produtiva. Para o ano de 2020, selecionamos duas organizações com potencial de impacto relevante para serem parceiras na cidade de São Paulo: o Instituto PROA e a Generation Brasil. O VRB apoia o PROA em três projetos – PROPROFISSÃO, PROA 4.0 e o Jovens a Bordo do Futuro – e a Generation em um – Desenvolvedor Web Java Jr.
As atuações, de ambas as instituições, convergem para a criação de oportunidades a partir de ações educacionais. Além de todos os componentes técnicos, referentes às formações específicas de cada projeto, as metodologias são estruturadas para o aprendizado das chamadas soft skills, ou seja, das competências comportamentais necessárias para ser bem-sucedido no mundo do trabalho.
Durante o processo seletivo de projetos, realizado em 2019, consideramos a característica de complementariedade entre as iniciativas das duas organizações, tendo em vista os pontos em comum e as faixas etárias. Enquanto o PROA foca em jovens, com idades entre 16 e 19 anos, a Generation se concentra em um público-alvo um pouco mais velho, de 18 até 29 anos.
Dessa forma, os temas da Educação e Inclusão Produtiva, nas instituições apoiadas em São Paulo, são segmentados por idade. Cada organização atende a uma faixa etária com ações especializadas. O PROA atua nas bases para a formação educacional e na preparação para a conquista do primeiro emprego, enquanto a Generation faz um trabalho centrado na empregabilidade de jovens adultos.
Com o início do segundo bimestre de 2020, os projetos apoiados começam a apresentar resultados. A Generation já formou 90 pessoas desde janeiro e mais 60 estão em processo. A organização realiza feiras de formação e consegue atrair empregadores relevantes do mercado de tecnologia. A última edição contou com nomes como: BRQ Digital Solutions, Banco Itaú e TOTVS, entre outros.
Durante os eventos, os alunos apresentam os projetos de fim de curso e conseguem demonstrar um pouco do aprendizado para os possíveis contratantes. Para se ter uma ideia do potencial da ação, em uma feira realizada em fevereiro, 100% dos alunos saíram com propostas de trabalho.
Do lado do PROA, 320 jovens estão inscritos no PROPROFISSÃO e sendo preparados para conquistar o primeiro emprego na área administrativa. O curso tem duração de seis meses e os resultados vão começar a surgir em breve. Além disso, a instituição acabou de lançar o projeto “Jovens a Bordo do Futuro”. A iniciativa leva a metodologia de ensino PROA diretamente para as escolas públicas com o objetivo de preparar os alunos para o mercado de trabalho.
“Nosso sentimento é de puro entusiasmo. Todo nosso esforço e dedicação é para que o jovem saia do Ensino Médio preparado para encarar o mercado de trabalho e os processos de recrutamento e seleção que são cada vez mais competitivos. Acreditamos que quanto mais cedo esse jovem tenha contato com habilidades que ainda não foram desenvolvidas ou que precisam ser aprimoradas, mais chances eles terão de serem bem-sucedidos profissionalmente, independentemente do que eles queiram fazer. O mundo muda cada vez mais rápido, precisamos formar nossos jovens para os desafios reais da vida prática, para que possam se desenvolver e aprender a aprender, independente dos desafios que irão traçar em suas vidas.”, afirma Rodrigo Dib, diretor executivo do Instituto PROA.
Para 2020, a expectativa do VRB é impactar, através do apoio a instituições parceiras, 5.150 jovens na capital paulista, sendo: 3.500 beneficiários do Jovens a Bordo do Futuro, 320 do PROPROFISSÃO, 330 do PROA 4.0 e 1.000 do Desenvolvedor Web Java Jr.
A carreira de desenvolvedor de sistemas, na linguagem Java, foi escolhida para alavancar a operação da Generation Brasil em 2019. Para 2020, estão programadas cerca de 1.000 vagas para jovens de baixa renda da periferia de São Paulo, com idades entre 18 e 29 anos. Os cursos têm duração de três meses. A expectativa é conseguir empregar mais de 80% dos jovens em até 90 dias após a formatura e proporcionar posições de trabalho com vencimentos médios entre R$ 2.000 e R$ 4.000.
O PROPROFISSÃO tem expectativa de formação de 320 estudantes e o PROA 4.0 de 330, totalizando 60 jovens beneficiados, em cursos semestrais com duração de 440 horas. As aulas possuem componentes técnicos e comportamentais. Ambas as iniciativas são voltadas à preparação para o mercado de trabalho. Enquanto o PROA 4.0 tem foco nas carreiras de tecnologia, com módulo técnico de desenvolvedor de sistemas, o PROPROFISSÃO está direcionado para a conquista do primeiro emprego na área administrativa.
O projeto Jovens a Bordo do Futuro é uma solução educacional, completa e replicável, voltada a desenvolver de forma efetiva as competências comportamentais necessárias para os jovens serem bem-sucedidos após o ensino médio.
Vão ser entregues livros para 3.500 alunos e 100 professores participantes do projeto. O curso tem duração de 60 horas e vai ser realizado em 35 escolas públicas da Grande São Paulo.
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O VRB está com excelentes perspectivas para o ano e em fase de amplo crescimento. O portfólio 2020 é composto por cinco organizações atuando no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do país. As iniciativas foram selecionadas a partir da estratégia social do VRB, auxiliada por um Comitê Consultivo composto por nomes de grandes notáveis da área, tais como: Edmar Bacha, Anna Victoria Lemann, Bernardo Sorj, Simon Schwartzman, Rubem César Fernandes e Aik Brandão.
Na cidade de São Paulo, o VRB vai apoiar o Instituto PROA e a Generation, ambas com foco em inclusão produtiva. No estado do Rio de Janeiro, vai acontecer a ampliação do trabalho de união entre o esporte e a educação através da Academia Pérolas Negras e Junior Achievement.Em Goiás e Pernambuco, o Instituto BEĩ vai aplicar aulas de Educação Financeira para milhares de alunos das redes públicas estaduais.
Generation
A organização é o braço filantrópico da McKinsey e está presente em mais de 100 cidades de 13 países. Os projetos são de formação para o mercado de trabalho e os resultados mundiais acumulados impressionam. Até o momento, são mais de 33.000 jovens graduados, com um aumento de renda de duas a seis vezes após a formatura e taxa de empregabilidade de 81%.
A carreira de desenvolvedor de sistemas, na linguagem Java, foi escolhida para alavancar a operação da Generation Brazil em 2019. Para 2020, estão programadas cerca de 1.000 vagas para jovens de baixa renda da periferia de São Paulo, com idades entre 20 e 29 anos. Os cursos têm duração de três meses. A expectativa é conseguir empregar mais de 80% dos jovens em até 90 dias após a formatura e proporcionar posições de trabalho com vencimentos médios entre R$ 2.000 e R$ 4.000.
Junior Achievement
Fundada em 1919, a Junior Achievement (JA) é uma das maiores organizações sociais incentivadoras de jovens do mundo. Os estudantes são desenvolvidos para o mercado de trabalho através do método “aprender-fazendo”. As oficinas criam caminhos de preparação dos beneficiários para carreiras e para vencer desafios da economia globalizada.
A JA tem presença mundial e mobiliza cerca de 470.000 voluntários e mais de 10 milhões de alunos anualmente. No Brasil, a organização já levou conteúdo para todos os estados e capacitou mais de cinco milhões de alunos com o apoio de mais de 150 mil voluntários.
Em 2020, a organização vai atuar como peça fundamental do eixo de empreendedorismo do Pérolas Juniors – projeto da Academia Pérolas Negras com foco em esporte, educação e empreendedorismo para comunidades vulneráveis do RJ.
Academia Pérolas Negras
O ano de 2020 promete ser especial para os Pérolas Negras. A Academia de Futebol, nascida em 2011, no Haiti, vai passar a atender a um número de aproximadamente 2.000 jovens, de 11 territórios vulneráveis, espalhados por cinco cidades do estado do Rio de Janeiro. Isso representa um ganho de escala de aproximadamente dez vezes se comparado com o número de beneficiários contemplados em 2019.
O projeto Pérolas Juniors acredita no futebol como um instrumento de inserção social capaz de criar pontes entre o esporte e a educação. A ideia é preparar os jovens considerando o desenvolvimento para o esporte de alto desempenho, a educação e as bases necessárias para serem empreendedores.
Educação
Segundo números oficiais do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB), 70% dos alunos, do 3° ano do Ensino Médio, têm notas, de Português e Matemática, entre zero e três numa escala de zero até nove. Eles estão na faixa de aproveitamento considerada insuficiente. Para ajudar a reverter esse quadro, a Academia Pérolas Negras (APN) vai construir polos com computadores e internet banda larga para dar aulas de reforço escolar em Português e Matemática para aproximadamente 200 jovens em idade escolar.
Esporte
O futebol é um esporte de grande tradição em nosso país. Muitos dos craques mundiais saíram de favelas brasileiras e nenhuma Associação de Futebol Comunitária obteve retorno financeiro por isso.
Com o novo modelo, a APN vai apoiar jovens talentos das comunidades a alcançar o nível de alta performance esportiva e ajudar as Associações Comunitárias a conseguir empreender no mundo do futebol. Para isso, vão ser estruturadas metodologias de treinamento para os jogadores e gestão de futebol para os dirigentes dos clubes. Os meninos e meninas mais talentosos vão ser federados e ter uma chance real no mundo ultracompetitivo do futebol. Além disso, o Centro de Treinamento de Resende vai continuar operando plenamente com as categorias Sub 20 e Profissional.
Empreendedorismo
A Academia Pérolas Negras firmou uma parceria com a Junior Achievement e vai conceder oficinas de empreendedorismo para jogadores, entre 15 e 19 anos, e moradores das comunidades, com idades entre 20 e 24 anos. Com isso, espera-se estimular a economia criativa das favelas e ampliar o potencial de geração de renda das famílias dos locais atendidos. As oficinas vão formar 400 pessoas em uma metodologia já aplicada há mais de 100 anos e em 100 países ao redor do mundo.
Instituto PROA
Iniciado em 2007, o Instituto nasceu da reunião de um grupo de empresários com o sonho comum de ajudar jovens com poucas oportunidades a se tornar donos das próprias vidas. A organização oferece formação de qualidade e cria oportunidades para o ingresso no mercado de trabalho.
O público-alvo da instituição são jovens de baixa renda – com per capita familiarmédia de R$ 683 – estudantes de escolas públicas, na faixa etária de 16 a 19 anos, residentes na capital paulista. O processo seletivo é pautado na vontade do candidato em realmente querer participar do projeto. É esperado como resultado, um aumento de duas e três vezes no salário médio dos beneficiários.
Projetos apoiados
PROPROFISSÃO e PROA 4.0
As duas iniciativas têm expectativa de formação de 320 estudantes cada, totalizando 640 jovens beneficiados, em cursos semestrais com duração de 440 horas. As aulas possuem componentes técnicos e comportamentais. Ambas as iniciativas são voltadas à preparação para o mercado de trabalho. Enquanto o PROA 4.0 tem foco nas carreiras de tecnologia, com módulo técnico de desenvolvedor de sistemas, o PROPROFISSÃO está direcionado para a conquista do primeiro emprego na área administrativa.
Jovens a Bordo do Futuro
O projeto Jovens a Bordo do Futuro é uma solução educacional, completa e replicável, voltada a desenvolver de forma efetiva as competências comportamentais necessárias para os jovens serem bem-sucedidos após o ensino médio.
Vão ser entregues livros para 3.500 alunos e 100 professores participantes do projeto. O curso tem duração de 60 horas e vai ser realizado em 35 escolas públicas da Grande São Paulo.
Instituto BEĩ
A organização tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento de políticas capazes de promover a alfabetização financeira dos jovens estudantes do sistema público de educação do país, especialmente para a transformação de atitudes em relação à vida escolar, familiar e social.
Aprendendo a lidar com o dinheiro
O projeto é direcionado para estudantes do 9° ano do Ensino Fundamental e do 1° ano do Ensino Médio. As aulas de Educação Financeira são baseadas no livro “Aprendendo a lidar com o dinheiro”, desenvolvido pela própria organização. Os professores e coordenadores pedagógicos são capacitados e as aulas articuladas à matriz curricular de matemática.
Em 2019, a iniciativa apoiada impactou aproximadamente 13.500 alunos, de 122 escolas, dos Estados de Pernambuco e Goiás. Para 2020, o Instituto BEĩ tem como meta contemplar 50.000 jovens, de 150 escolas públicas, dos mesmos Estados. Além disso, vai ser realizada uma avaliação de impacto liderada pelo economista Ricardo Madeira, membro do grupo de pesquisadores do Instituto Unibanco.
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Foi lançado em janeiro o VRB Previdência, o primeiro fundo de fundos previdenciário com impacto social do país. A estratégia é gerida pelos diretores de investimento de alguns dos principais Family Offices do mercado, tais como Turim MFO, UBS Consenso, XP Advisory, Tera Capital e BW.
O VRB Previdência se destaca por ser livre de filtros de acesso. Por isso, qualquer investidor com apenas R$ 5 mil, e aportes adicionais de R$ 100 por mês, pode acessar a inteligência de alocação de alguns dos maiores gestores de fortunas do país e alguns dos fundos de previdência mais cobiçados da indústria. O investidor paga 1% de taxa de administração ao ano e um terço é direcionado para mudar as vidas de jovens em situações de vulnerabilidade social.
A carteira inicial do fundo é composta por nomes de peso, tais como: SPX Lancer, Kinea XTR, Navi Long and Short, Ibiuna Previdência FIM, Constellation Ações Advisory e Velt Prev FIA. Para saber como investir, basta se cadastrar no site do VRB.
A meta de rentabilidade anual está entre CDI+3% e CDI+5% (risco moderado). Por ser um fundo de fundos, o veículo traz maior comodidade na declaração do imposto de renda e na realização de novos aportes. O VRB Previdência não possui “come-cotas” e, dependendo do regime escolhido pelo beneficiário, o IR pode chegar a 10% sobre o ganho de capital após 10 anos. No caso dos optantes pelo PGBL, é possível reduzir a base de cálculo do imposto de renda.
Segundo a perspectiva do CEO do VRB, Tiago Cesar Fernandes: “A redução da taxa de juros obrigou as pessoas a perseguirem opções mais arriscadas para atingirem seus objetivos de longo-prazo. Diante de tantas alternativas de fundos – e com a imprevisibilidade dos mercados globais – o investidor comum não sabe nem por onde começar”. Neste contexto, o VRB Previdência surge como uma solução completa – “você confia o seu futuro, e o de sua família, a pessoas responsáveis por alocar o patrimônio de alguns dos indivíduos mais ricos do Brasil, e no processo, ajuda a construir um país melhor”.
Entenda o projeto
A estratégia social do VRB é auxiliada por um Comitê Consultivo formado por nomes como: Edmar Bacha, Anna Victoria Lemann, Bernardo Sorj, Simon Schwartzman, Rubem César Fernandes e Aik Brandão. A taxa de administração do fundo é revertida, depois de custos, para os projetos sociais apoiados pelo VRB.
Para os próximos 10 anos, Tiago Fernandes estima investimentos de mais de R$ 35 milhões para projetos sociais. A meta é contribuir para potencializar as competências e habilidades fundamentais de 250 mil pessoas, através da educação, e incluir cerca de 100 mil jovens em situações de vulnerabilidade – desempregados ou em busca do primeiro emprego – no mundo do trabalho. Como resultado, espera-se contribuir para diminuir a exclusão social e aumentar a produtividade do país.
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Fundo Verde, Kapitalo Zeta, Oceana Long Biased, SPX Falcon, Truxt Long Biased, Ibiuna STH, Gávea Macro Plus e Vintage Macro são geridos por alguns dos principais nomes do mercado financeiro local e diversos deles são inacessíveis ao grande público.
Contudo, é possível investir nestas estratégias através do fundo VRB Multimercado. Antes, o fundo era oferecido apenas para famílias com patrimônio financeiro elevado (UHNW), com aplicação inicial mínima de 300 mil reais. Porém, a partir de dezembro de 2018, o aporte inicial mínimo foi reduzido para 10 mil reais (conta e ordem).
A mudança acabou democratizando o acesso ao veículo e o fundo saltou de 125 milhões de reais para 280 milhões de reais em recursos sob gestão no período de um ano. Como consequência, a base de clientes também aumentou, saindo de 22 cotistas para mais de 1000 investidores. Para investir no VRB Multimercado, clique aqui.
A diversificação de portfólio, e a seleção dos gestores, é realizada através de um Comitê de Investimento que conta com nomes de peso como Demosthenes Madureira (BW), Leonardo Martins (Turim Family Office), Guilherme Ferraioli (UBS Consenso), Lucas Borges (Tera Capital) e Luciano Telo (XP Advisory). O grupo é responsável por realizar a alocação de capital de algumas das famílias mais influentes do país.
Caso mantenha o ritmo de crescimento, e não seja possível negociar um aumento de capacidade com os gestores investidos, a expectativa é que o fundo feche para novas aplicações, por tempo indeterminado, ainda em 2020.
Além de ser um produto diferenciado, do ponto de vista financeiro, o VRB Multimercado também gera impacto social nas vidas de pessoas em situações vulneráveis. Após o desconto das despesas, a taxa de administração cobrada é direcionada para projetos sociais no Brasil. O investidor fica com os resultados líquidos e não tem custo financeiro adicional: paga somente 1% de taxa de administração. O fundo não cobra taxa de performance, “É um jogo onde todos ganham, um modelo de filantropia 2.0”, diz Tiago Fernandes, CEO do VRB. Em 2019, o fundo gerou mais de um milhão de reais para as iniciativas apoiadas pelo VRB (saiba mais aqui).
Segundo Tiago Fernandes, só foi possível criar o VRB Multimercado em função do sucesso do Oceana Sustentabilidade, veículo que replica a estratégia Oceana Long Biased, e destaque como um dos melhores fundos da indústria em todas as classes de ativos (tanto do ponto de vista nominal quanto ajustado pelo risco). Atualmente fechado para aplicações, o fundo nasceu a partir de um investimento inicial de George Soros e, desde 2016, já doou R$ 3,1 milhões para projetos apoiados pelo VRB. Só no ano passado, o montante foi de R$ 1,3 milhão.
Disclaimer: A instituição VRB SOCIAL não distribui ativos mobiliários e não participa da gestão e ou administração de nenhum dos fundos VRB, sendo apenas mera beneficiária dos recursos gerados a partir das taxas de administração ou performance, conforme o caso. O conteúdo deste site é exclusivo para fins informativos e com propósito de conferir transparência aos nossos stakeholders. As informações dispostas no site não representam documentos oficiais dos fundos e não constituem uma solicitação, oferta ou sugestão para investimento. Todos os investidores devem ler atentamente o regulamento dos fundos, bem como o Formulário de Informações Complementares e demais documentos disponíveis no site do administrador, antes de comprar cotas. A VRB SOCIAL não se responsabiliza pela publicação acidental de informações incorretas.
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Na sexta-feira, 13 de dezembro de 2019, cinco jogadores da Academia Pérolas Negras (APN) embarcaram para Genebra (Suíça) onde participaram do Primeiro Fórum Global sobre Refugiados, organizado pela Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
O grupo foi formado por cinco atletas: dois sírios, Ahmad e Hafith (Marcelo), e três haitianos, Badio, Basquin e Tijô. Além dos jogadores, acompanharam a comitiva, o Presidente da APN, Rubem Cesar Fernandes e o Diretor de Criação, André D’Ávila.
O Fórum tratou de um tema muito conflituoso em todos os continentes: os refugiados e as migrações motivadas por crises, inclusive as econômicas. Essa foi uma convocação inédita dos Estados-membros da ONU para debate da questão. Além disso, houve foco no esporte como instrumento para a inclusão de refugiados. De fato, os Pérolas Negras integraram um evento paralelo ao Fórum. Porém, a exemplo do que aconteceu em outras conferências, como a ECO 92, esses espaços costumam ser de grande valor simbólico e de muita importância política, chegando por vezes a superar os oficiais.
Segundo o Presidente da APN, Rubem Cesar Fernandes: “No plano político existem muitas dificuldades para se chegar a um consenso sobre a questão dos refugiados, mas no esporte fica tudo mais fácil por ser uma linguagem mais meritocrática, onde vale mais a performance e a qualidade do atleta do que o país de origem.”
A experiência dos Pérolas Negras se tornou referência mundial por ser a primeira na qual atletas refugiados têm a permissão de pertencer a uma federação e atuar como profissionais. A inclusão teve início em 2017, com o apoio da CBF, e hoje integra oficialmente o Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol.
A possibilidade de pertencimento através da prática esportiva profissional é um instrumento poderoso de inclusão. “Se você é refugiado, você não é nem do país de origem e nem do país de chegada. Você está num limbo, num vazio entre um e outro, sofrendo toda espécie de riscos e preconceitos”, comenta Rubem Cesar, responsável por representar a APN como caso de sucesso da área de advocacy da conferência.
A viagem durou, ao todo, uma semana, entre o embarque para a Europa e o retorno para o Brasil. Nos dois primeiros dias, após a chegada em Genebra, os atletas passaram por uma aclimatação ao inverno europeu e gravaram uma matéria para o programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, que foi veiculada no dia 22 de dezembro.
O campeonato de futebol aconteceu no dia 16 de dezembro. Os beneficiários de diversos projetos internacionais, de esporte com refugiados, representaram sete países diferentes. Foram formados seis times heterogêneos, com nove integrantes cada, sem divisões por gênero ou nacionalidade. A competição aconteceu em apenas um dia. Durante as partidas, era possível assistir a uma jogadora afegã vibrando com o gol de um haitiano sobre um time com sírios e palestinos, por exemplo. O clima foi de celebração e descontração, mas, acima de tudo, igualdade e inclusão.
Para muitos dos Pérolas, essa foi uma oportunidade de vida e uma confirmação de estar no caminho certo. Essa perspectiva ficou muito clara no depoimento do Badio, jogador do Pérolas, para a matéria do Esporte Espetacular: “Eu posso dizer isso com muita certeza – Deus colocou o futebol no meu caminho para me ajudar, e já está ajudando com essa experiência. Eu nunca pensei que iria participar de um evento desses, num país tão longe do meu, que é o Haiti. Então, isso eu vou levar para o meu coração.”
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As estatísticas da guerra urbana no estado do Rio de Janeiro são comparáveis a de confrontos entre países. Para se ter uma ideia, de 1994 a 2017 a Polícia Militar contabilizou a estatística de cerca de 18.633 policiais feridos ou mortos em combate. Segundo números divulgados pela BBC, isso é equivalente a 50% de todos os mortos e feridos da guerra do Iraque entre 2003 e 2010. Em 2017, só o estado do Rio de Janeiro teve 134 policiais militares assassinados. Isso equivale a 30% de todos os óbitos de PMs do Brasil durante o mesmo período.
O “Compromisso com o Futuro do Rio” nasce da necessidade de debater, qualificar e comunicar com propriedade o tema da vitimização policial para a proposição de novas políticas públicas e uma maior aproximação da corporação com veículos da grande mídia, organizações e, sobretudo, a própria sociedade. Para atingir os objetivos, o projeto se articulou em dois eixos principais: vitimização e comunicação.
Esse é um projeto que o VRB contratou diretamente uma equipe de especialistas em Segurança Pública para trabalhar o eixo da vitimização. Esse time é formado pelo ex-comandante geral da PM, Coronel Ubiratan Ângelo, o Coronel Gilbert Rodrigues e o Capitão Sandro Costa. Por sua vez, o eixo da Comunicação foi liderado pelo jornalista Sidney Rezende. Durante o ano de 2019 foram investidos 326 mil reais na iniciativa (Nov/19).
As realizações do “Compromisso com o futuro do Rio” tiveram início em janeiro de 2018, com o Seminário “O Futuro Começa Hoje: ações da PMERJ para 2018”. Nesse evento, foram listadas 16 propostas para a melhoria da Corporação. Mais de 300 especialistas compareceram ao evento. Das 16 propostas, 12 foram incluídas no Plano Estratégico da Intervenção Federal na Segurança do RJ. A PMERJ emitiu um boletim oficial de reconhecimento pelo suporte do VRB para o desenvolvimento do evento e consequentemente pela contribuição ao diagnóstico realizado.
Mais tarde, em setembro do ano passado, o VRB consolidou um artigo sobre dados da vitimização policial, escrito por especialistas em Segurança Pública, e, dois meses depois, elaborou um questionário com 107 perguntas relacionadas ao tema. Essa foi a maior pesquisa de opinião já executada dentro da PMERJ. Foram coletadas 9.328 entrevistas com conteúdo relevante para a polícia e grande potencial de embasamento para implementação de ações estratégicas e elaboração de políticas públicas, principalmente no combate à vitimização.
O VRB também promoveu eventos importantes para a qualificação e debate da vitimização policial. Em abril, foram convidadas 250 pessoas do Mercado Financeiro para um café da manhã. Durante o encontro, foi apresentado um painel com a participação do professor Guilherme Moreira, dos coronéis Ubiratan Ângelo e Fábio Cajueiro e com mediação do jornalista Sidney Rezende.
Em maio, com apoio do VRB, aconteceu o 1° Simpósio Nacional de Vitimização Policial. Estiveram presentes 25 comandantes Gerais de todas as PMs do Brasil e suas respectivas comitivas. Isso representa 92,6% do comando das 27 Polícias Militares do país.
Por fim, como forma de auxiliar ainda mais na qualificação do tema, foram apresentados painéis sobre vitimização policial para mais de 500 pessoas durante as duas edições do VRB Private Conference, no RJ e SP.
As ações do VRB contribuíram para trazer o debate à tona e contribuir para a implantação de medidas efetivas pelo poder público.
Ao tratar a Comunicação, é necessário separá-la em dois públicos, o interno e o externo. Para isso, a pesquisa de opinião, citada na seção anterior, atendeu ao público interno e ainda teve uma dupla função estratégica. Se, por um lado, serviu como ferramenta para aprofundamento do tema da vitimização, por outro, foi a maior pesquisa já realizada dentro da PMERJ, com objetivo de aprimorar a relação entre o Comando e o Efetivo Policial.
A forma como a PM se comunica externamente com a mídia sempre foi um ponto sensível para a corporação. Considerando essa perspectiva, foi desenvolvido um curso de Media Training, ministrado pelo jornalista Sidney Rezende, com a finalidade de instrumentalizar os oficiais envolvidos na Comunicação da PM e aprimorar o discurso e o diálogo com os jornalistas.
Em 2019, aconteceram dois treinamentos. O primeiro, em janeiro, foi direcionado para os membros da Coordenação de Comunicação Social da Polícia (CComSoc), incluindo o próprio Coronel Mauro Fliess, uma major, dois capitães e dois jornalistas civis. O segundo, em junho, contou com 10 oficiais, entre comandantes e subcomandantes, de diferentes batalhões da PMERJ. Neste mesmo evento, realizado no Quartel General, também foi desenvolvido um workshop com oficiais superiores, comandantes, chefes e diretores. No total, foram capacitados 120 policiais.
Um dos pedidos do Coronel Fliess foi para o Media Training atender a oficiais de diferentes cidades e regiões do estado. Dessa forma, vários PMs estão aptos a se relacionar com os veículos de comunicação, a exemplo do que aconteceu durante o sequestro do ônibus na ponte Rio Niterói, em agosto de 2019, quando um comandante do Bope capacitado por Sidney Rezende fez a comunicação e a fala com a imprensa.
Em outra frente, o planejamento consiste em investir no “Renascer, Servir e Proteger”, criado para ajudar os policiais que perderam os movimentos das pernas ou braços, em algum acidente ou no cumprimento do dever. Criado em 2009 pela Diretoria de Assistência Social, o projeto tem como objetivo oferecer melhorias na qualidade de vida dos policiais militares deficientes, envolvendo seus familiares. O VRB está aguardando a autorização da PMERJ para realizar as doações. Outra meta da instituição é contribuir para que o projeto fique elegível para aportes do setor privado via lei de incentivo fiscal.
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“Aprendendo a lidar com dinheiro” é operado pelo Instituto BEI e recebeu cerca de 240 mil reais do VRB em 2019. O programa de ensino-aprendizagem em Educação Financeira, “Aprendendo a lidar com dinheiro”, é ancorado na matemática por meio de um material didático próprio, com linguagem simples e comum a todos. O método associa os conteúdos a problemas reais do dia-a-dia para despertar e mobilizar a atenção do estudante.
O programa começou a ser aplicado na Secretaria Estadual de Educação de Goiás em 2017. No primeiro biênio, 2017/2018, atingiu 29 escolas, sendo 12 na capital e 17 na região metropolitana de Goiás. A aplicação alcançou 4.800 alunos, distribuídos entre o 9° ano do Ensino Fundamental e o 1° ano do Ensino Médio. Foram capacitados 38 professores em 52 horas de formação presencial e continuada.
Durante esse ano, houve a implantação do programa na rede de educação do Estado de Pernambuco, ampliação de atendimento na rede de Goiás e articulação com o Município de São Paulo.
Em Goiás, o impacto foi ampliado para 7.760 alunos, 85 Coordenadores Pedagógicos e 85 Professores de Matemática em 85 escolas de diferentes regiões do estado. Dentre as beneficiadas, encontram-se 25 escolas prioritárias, ou seja, estão entre as mais carentes da rede estadual e com maior necessidade de apoio para o desenvolvimento e melhoria de resultados.
Com a implantação em Pernambuco, foram impactados 5.688 alunos do 1° ano do Ensino Médio, 37 Coordenadores Pedagógicos e 52 Professores de Matemática. O programa alcançou 37 escolas da Região Metropolitana de Recife, sendo 36 de ensino integral e uma escola técnica.
Em um computo geral, foram beneficiados 13.488 alunos de 122 escolas e 259 educadores já receberam a capacitação em 92 horas de aulas presenciais e 24 horas EaD. O custo diário atual do projeto é de apenas 0,27 centavos por aluno.
Para o próximo ano, é esperada a implantação em 100 escolas da rede de Goiás. Ainda estão aguardando confirmação: 40 escolas da rede de Pernambuco e 30 da rede municipal de São Paulo. Na capital paulista, foi necessário reestruturar o projeto por conta da troca do Secretário de Educação em julho de 2019. Agora, a metodologia está sendo reapresentada à rede após o atual Secretário, Bruno Caetano, propor uma nova estratégia de engajamento voluntário e espontâneo para as escolas.
Uma das metas de 2020 é a realização da avaliação de impacto baseada em uma pesquisa liderada pelo economista PhD Ricardo Madeira, membro do grupo de pesquisadores do Instituto Unibanco. O estudo deve avaliar as dimensões dos efeitos esperados na proficiência de matemática, de educação financeira e os benefícios adquiridos em relação ao entorno e à família.
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A construção da Academia Pérolas Negras (APN) começou em 2009 nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti. A implantação foi afetada pelo terremoto de 2010 e as atividades iniciadas em 2011.
A história da APN no Brasil começou em 2016 com a inauguração de um Centro de Treinamento em Paty do Alferes. No ano seguinte, 2017, o Clube se tornou membro da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), vencendo o campeonato da Série “C” do carioca logo no primeiro ano de existência.
Desde 2018, os Pérolas disputam a Série “B2” do estadual e apresentam uma evolução constante nos resultados. Em 2019, o CT brasileiro se mudou para Resende, Região Centro Sul Fluminense, onde atualmente está o polo central da rede internacional de futebol dos Pérolas Negras.
Os Pérolas Negras realizaram em 2019 uma pesquisa com os egressos para fazer um acompanhamento sobre o impacto da iniciativa na vida dos beneficiários. Participaram desse estudo 327 jovens, sendo: 216 haitianos, 106 brasileiros, quatro sírios e um venezuelano. Os resultados revelam números consideráveis, principalmente entre os haitianos, maior parte da amostra e grupo com alto nível de vulnerabilidade social. Em termos de empregabilidade, 99% dos haitianos estão empregados atualmente. Destes, 81% trabalham no Haiti e 18% fora do país. A maioria deles, 112, são jogadores profissionais de futebol.
Ao traçar um comparativo entre a renda dos Pérolas em formação – um grupo bem jovem, com faixa etária entre seis e 20 anos – com os egressos – mais maduros, com idades entre 15 e 30 – percebemos grandes diferenças. A maioria dos atletas em formação (86%) recebem até 100 US$ mensais (amostra considerando 130 cadastrados). Já entre os egressos: 25% estão na faixa salarial entre 100 US$ e 199 US$, 28% entre 200 US$ e 399 US$, 23% entre 400 US$ e 799 US$ e 8% recebem entre US$ 800 e US$ 8.000 (percentuais em relação a uma amostra de 165 respondentes).
Existe muito trabalho por trás desses números. Centenas de Pérolas haitianos e brasileiros estão mobilizados na conquista de um sonho em comum, ser jogador profissional de futebol. Oracius Wilmont é um desses casos. Com apenas 22 anos, o haitiano deixou os Pérolas em 2018 e está atualmente no Sevan, time da Armênia. Segundo o site especializado transfermarkt, o passe de Oracius está valendo 25 mil euros e em valor ascendente. Esse preço é pequeno se comparado ao passe do haitiano Jonel Désiré, de 22 anos, ponta de lança do time Lori Vanadzor, também da Armênia e avaliado em 300 mil euros. Outro jogador promissor é Etienne Valdo. Com uma trajetória internacional, ele já competiu na Copa do Mundo Sub 17, passou pelos EUA, pelos Pérolas no Brasil e atualmente joga como meia defensivo no Real Hope FA do Haiti.
O valor doado pelo VRB em 2019 para a APN foi de 950 mil reais. A Sodexo também apoia a iniciativa e há parcerias com a FIRJAN e o Descomplica.
Além do futebol, a Academia Pérolas Negras também se dedica à educação dos jovens atletas, com foco nos jogadores da categoria Sub 20, residentes em Resende. No momento, existe um espaço, chamado Crescente Fértil, a alguns metros do CT, totalmente dedicado à educação. No local, são ofertadas aulas de Aceleração Escolar, com auxílio da plataforma EaD do Descomplica, Resolução Pacífica de Conflitos e Inglês Instrumental.
A linha de atuação do projeto consiste em integrar educação e esporte considerando a importância desses dois aspectos para a vida dos jovens atletas. Por isso, foi aberta, em parceria com a FIRJAN, uma turma totalmente dedicada aos jogadores Sub 20. Atualmente, seis deles estão matriculados no Curso Profissionalizante de Assistente Administrativo.
No aspecto esportivo, o time encerrou o Campeonato Carioca da Série B2 em terceiro lugar da categoria profissional. Mesmo consagrando-se campeões no primeiro turno, o clube permaneceu na “B2” porque somente os dois primeiros colocados na classificação geral sobem para a “B1”.
Já na categoria Sub 20, o clube conquistou o título de campeão do segundo turno e garantiu uma vaga no quadrangular final. Entretanto, com uma derrota e apenas um empate, o time ficou de fora da grande final de 2019.
O ano de 2020 promete muito crescimento e ainda mais desafios para o projeto. Através de uma parceria com a Junior Achievement (JA) e a Plataforma Descomplica, os Pérolas Negras pretendem começar a escrever uma nova página da história deles com a ampliação da Base em 11 territórios vulneráveis do estado do Rio de Janeiro, incluindo Bangu, Cidade de Deus, Maré, Fonseca, Pendotiba, Duque de Caxias e Itaboraí.
A iniciativa, batizada de Pérolas Juniors, buscará ampliar o número de atletas de 210 para cerca de 2410, com custo diário por beneficiário de 1,5 real. Deste total de atletas, 450 receberão aulas de empreendedorismo, com a metodologia mundialmente consagrada da JA, além de reforço escolar, com auxílio da Plataforma Descomplica. O projeto buscará trazer visibilidade para os talentos das favelas, chances de progressão para os destaques esportivos, apoio escolar e melhorar a gestão das escolinhas participantes.
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O time Sub 20 dos Pérolas Negras recebeu, em 25 de outubro, dois novos jogadores haitianos: Estinphile Garrinsha, meio campista com habilidades ofensivas e defensivas, e o atacante Thelisma Sadson. Eles vão morar e treinar no CT do time em Serrinha, distrito do município de Resende, Região Sul do estado do Rio de Janeiro. Além da oportunidade no esporte, todos os convocados recebem bolsa e têm acesso à educação básica e profissionalizante.
Entenda o Processo Seletivo
A Academia de Futebol Pérolas Negras (APN) vai muito além de um time “comum”. É preciso compreender a iniciativa como uma rede global atuante na Síria, Haiti, Venezuela e Brasil. Normalmente, o processo seletivo é feito em imensas “peneiras”, como a de Zaatari, na Jordânia, um dos maiores campos de refugiados do mundo, de onde saíram quatro atletas Sírios escolhidos para vir jogar aqui após se destacarem no meio de mais de 150 candidatos.
Entretanto, até o momento, a APN haitiana tem sido o maior “celeiro” de atletas e uma grande base para os Pérolas Negras no Brasil. O VRB entrou em contato com Valmir Fachini, Coordenador do time no Haiti há 11 anos, para saber mais sobre como funciona o processo lá no meio do Mar do Caribe.
A Academia no Haiti opera com uma média total de 160 a 170 atletas. De segunda a sexta, os jogadores são distribuídos em três categorias – Sub 11, Sub 13 e Sub 15 – com equipes de 25 a 30 jovens em cada uma delas. Esses são os dias mais importantes de treino, quando há maior estrutura, principalmente em relação à alimentação. Após o turno escolar, é servido o almoço no Centro de Treinamento. Depois da refeição, os atletas descansam e então treinam por três horas consecutivas.
Aos sábados, acontecem os treinos com “peneiras” e o fluxo da APN aumenta bastante, chegando a receber até 150 jovens em um único dia. Segundo Fachini, o número de atletas treinando de forma regular aos finais de semana é em torno de 60, os demais são candidatos vindos de diversas partes do país para tentar uma vaga. “Consideramos essas ‘peneiras’ uma ação social do projeto”, completa o Coordenador, se referindo aos dias nos quais aproximadamente 100 crianças não participantes do projeto são alimentadas em seus corpos e sonhos.
Atualmente, o processo seletivo dos jogadores Sub 20 encaminhados para o Brasil é feito totalmente por profissionais do Haiti. Para Fachini, essa forma de selecionar é mais eficiente porque a equipe local está em contato diário com os jovens e é capaz de avaliar, além do potencial esportivo, aspectos comportamentais e sociais decisivos para uma boa performance no Brasil.
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